O Tribunal Popular do Júri de Marechal Cândido Rondon realiza nesta sexta-feira (06) o julgamento de Jonas Gonçalves da Silva, de 29 anos, acusado de esfaquear e matar o jovem Leonardo de Lima Dias, de 25 anos, em Nova Santa Rosa. A sessão será presidida pelo juiz substituto Dr. Carlos Rodrigo Orlando Villalba.
O crime ocorreu na noite de quinta-feira (17), em abril de 2025, em um condomínio residencial localizado na Rua Guarani, região central de Nova Santa Rosa. Conforme a denúncia do Ministério Público, Jonas teria agido com consciência e vontade de matar ao desferir um golpe de faca no tórax de Leonardo, que não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada do dia seguinte, em decorrência de choque hemorrágico, conforme apontou o laudo de necropsia.
De acordo com o Ministério Público, no dia dos fatos, o denunciado, a vítima e outras pessoas participavam de uma confraternização na residência de Marcos de Oliveira Gonçalves, tio de Jonas. No local, segundo a denúncia, havia consumo de bebidas alcoólicas e substâncias entorpecentes.
Durante o encontro, teve início uma discussão entre Leonardo e sua então namorada, Joici de Souza. Jonas interveio na situação, passando a discutir com a vítima. A discussão evoluiu para agressões físicas, com socos e chutes, sendo que Leonardo estaria em visível estado de embriaguez e com a capacidade de defesa reduzida.
Ainda conforme a acusação, após as agressões, Jonas entrou no apartamento do tio, se apossou de uma faca e desferiu um golpe na região torácica de Leonardo.
Mesmo ferido, o jovem conseguiu deixar o imóvel e caminhar até a esquina da Rua Guarani com a Avenida Santo Cristo, onde caiu em via pública. Populares ouviram os gritos e acionaram o socorro.
Leonardo foi socorrido por uma ambulância do município e encaminhado ao Hospital Beneficente Bom Pastor, mas não resistiu à gravidade da lesão. O corpo foi recolhido posteriormente pelo Instituto Médico Legal.
O suspeito, que ainda estava no local, foi detido e encaminhado à Delegacia da Polícia Civil, onde foi preso em flagrante.
O Ministério Público sustenta que o homicídio foi cometido por motivo fútil.
PAI DO JOVEM FALOU COM EXCLUSIVIDADE AO PORTAL

Seis pessoas participavam do encontro, entre amigos e parentes da companheira de Leonardo, alguns deles supostamente vindos de Foz do Iguaçu.
O pai da vítima, Edson Santos, relatou à reportagem que o filho não queria ir à confraternização, mas acabou aceitando o convite. Pouco tempo depois, Leonardo enviou mensagens de texto e áudios à família relatando que estava em perigo.
Em um dos registros, gravado possivelmente dentro do banheiro, ele afirma que, caso algo acontecesse, a família ficaria sabendo. Em outro áudio, menciona que algumas pessoas no local seriam de fora da cidade.
O julgamento de amanhã deve ouvir testemunhas, a acusação e a defesa, cabendo ao Conselho de Sentença decidir sobre a responsabilidade do réu pelos fatos narrados na denúncia.