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Aluno que morreu após ritual com banho de óleo no Paraná teve grave reação alérgica, diz Samu
Investigação continua para apurar as circunstâncias do tradicional "banho de óleo" realizado após o primeiro voo solo.
Por Portal Nova Santa Rosa/g1 | Postado em: 17/07/2026 - 16:50

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A morte do engenheiro Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, aluno de uma escola de aviação em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, ganhou novos desdobramentos. De acordo com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o jovem sofreu uma grave reação alérgica após participar do tradicional ritual conhecido como "banho de óleo", realizado para celebrar o primeiro voo solo.

Segundo a equipe médica, Gustavo apresentou uma reação anafilática, considerada a forma mais grave e rápida de reação alérgica. Em seguida, sofreu uma crise convulsiva e três paradas cardiorrespiratórias. As duas primeiras foram revertidas, mas ele não resistiu à terceira.

Conforme a Polícia Civil, a substância utilizada no ritual era óleo de motor de aeronave. O produto foi lançado por um instrutor da escola, que confirmou ter realizado o procedimento do pescoço para baixo, como ocorre tradicionalmente em cerimônias de "batismo" de novos pilotos.

O instrutor se apresentou espontaneamente à polícia, foi preso em flagrante por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e acabou liberado após o pagamento de fiança de R$ 3 mil. Até o momento, a investigação não encontrou indícios de que houvesse intenção de provocar a morte da vítima.

A Polícia Civil aguarda os resultados dos exames necroscópico, toxicológico e químico-pericial, que devem esclarecer a composição da substância utilizada, a quantidade aplicada e se o procedimento teve relação direta com a morte. Também serão analisadas imagens, documentos e depoimentos de testemunhas, participantes do ritual e familiares.

Em nota, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) lamentou a morte de Gustavo e alertou para a necessidade de repensar esse tipo de celebração. O órgão destacou que óleos e lubrificantes aeronáuticos não devem, em hipótese alguma, entrar em contato com a pele, conforme orientações dos próprios fabricantes.

Familiares e amigos acompanhavam a cerimônia no momento do acidente. Segundo relatos, Gustavo se preparava havia cerca de oito anos para conquistar a formação como piloto e havia convidado pessoas próximas para celebrar o marco em sua carreira. A comemoração, no entanto, terminou de forma trágica após a reação alérgica provocada pelo contato com o óleo de motor.

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