Iniciada durante o governo do ex-prefeito Norberto Pinz, a construção está paralisada há quase dois anos, conforme as informações divulgadas sobre o empreendimento. A indicação de que os trabalhos devem ser retomados em breve representa uma expectativa: ainda não há, no material apresentado divulgado pela prefeitura nesta quarta-feira (23), uma data definida para o reinício ou para a entrega.
Documentos oficiais ajudam a estabelecer o histórico da obra. O demonstrativo de obras que integra a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 registra 11 de novembro de 2024 como data de início da execução da capela. Portanto, em setembro de 2026, já se passaram mais de 22 meses desde o início registrado, sem que a estrutura esteja disponível à comunidade. Fonte: demonstrativo municipal de obras — LDO 2026.
A contratação também ocorreu na administração Norberto Pinz. O extrato do contrato nº 048/2024, publicado no Diário Oficial, informa assinatura em 30 de setembro de 2024, valor de R$ 519 mil e prazo de execução de 180 dias.
Segundo o relato sobre a situação da obra, os serviços foram interrompidos em 2025, após a empresa responsável deixar de dar continuidade à execução. A segunda colocada no processo licitatório teria sido convocada, mas optou por não assumir os trabalhos.
Ainda conforme essas informações, o município precisou encerrar o processo anterior e encaminhar uma nova contratação. A realização de outra licitação foi autorizada, e o setor responsável trabalha na tramitação do procedimento.
Essa etapa, porém, ainda não significa a retomada da construção. A expectativa depende do andamento da licitação, da contratação de uma empresa e da efetiva mobilização para concluir os serviços. A informação de que a obra “deve ser retomada” não permite anunciar que o retorno já esteja garantido ou agendado.
Enquanto os procedimentos avançam, o impacto para a comunidade continua: o espaço projetado para acolher famílias durante os velórios permanece indisponível. O atraso prolonga a espera por uma estrutura destinada a atender moradores em um momento de perda e despedida.
A trajetória da obra atravessa duas administrações: começou no governo Norberto Pinz e, conforme o histórico apresentado, foi interrompida em 2025, já na gestão seguinte. Esse percurso exige esclarecimentos sobre a fiscalização do contrato, as providências adotadas após a interrupção e o tempo necessário para viabilizar a nova contratação.
Também faltam, no material divulgado, informações essenciais para o acompanhamento público: quanto já foi pago, qual percentual foi executado, quanto custará concluir a capela e qual será o novo cronograma.
Depois de cerca de quase dois anos de paralisação, a comunidade precisa de prazos verificáveis e de informações sobre a aplicação dos recursos não informados pela prefeitura. Até que a contratação avance e os serviços sejam efetivamente reiniciados, a retomada permanece como previsão, e a entrega da Capela Mortuária continua pendente.