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Cerealista é condenado por golpe que prejudicou 120 produtores no oeste
Ele terá que pagar multa equivalente a 592 salários mínimos e indenização de R$ 23,8 milhões
Por Catve | Postado em: 10/04/2026 - 16:00

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O empresário Celso Fruet de 72 anos, que atuava no ramo de cereais, foi condenado a mais de 16 anos de prisão por aplicar golpes contra produtores rurais em Campo Bonito, no oeste do Paraná. A decisão da Justiça foi divulgada em abril de 2026.

Além da pena, o empresário também foi condenado ao pagamento de multa equivalente a 592 salários mínimos, cerca de R$ 959,6 mil, e à indenização de R$ 23,8 milhões às vítimas pelos prejuízos causados.

De acordo com as investigações, o homem aplicou golpes contra aproximadamente 120 produtores rurais. Ele era proprietário de uma empresa cerealista e atuava no setor há cerca de 30 anos, armazenando soja e trigo em silos próprios para posteriormente comercializar os grãos e repassar os valores aos agricultores.

Segundo o Ministério Público, no dia 6 de junho de 2025, o empresário assinou um contrato de venda da cerealista para uma cooperativa local. No entanto, ele não informou aos produtores que ainda tinham sacas de soja e trigo armazenadas no local.

Mesmo após vender a empresa, ele continuou recebendo grãos dos produtores e realizando negociações, sem efetuar os pagamentos. Com o esquema, teria obtido enriquecimento ilícito estimado em R$ 20,3 milhões.

As denúncias ganharam repercussão em julho de 2025, quando produtores rurais procuraram a imprensa e a polícia para relatar o desaparecimento do empresário e a falta de pagamento pelos grãos entregues.

As vítimas perceberam o golpe no dia 21 de julho de 2025, quando foram até o estabelecimento e encontraram o prédio fechado. Foi nesse momento que descobriram que a empresa havia sido vendida e as atividades encerradas.

A investigação apontou que o empresário se aproveitava da relação de confiança construída ao longo de décadas com os agricultores para continuar recebendo os grãos.

Ele foi preso pela Polícia Civil em Francisco Beltrão, após ser considerado foragido. De acordo com a Justiça, o empresário permanece preso desde novembro de 2025.

O Ministério Público denunciou o acusado por 124 crimes de estelionato, sendo 38 contra pessoas idosas. As apurações também indicaram que ele teria cometido fraudes semelhantes nos municípios de Capanema e Catanduvas, mas esses casos já prescreveram.

 

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