Após quatro meses com a bandeira verde — período em que não há cobrança extra na conta de energia — os consumidores brasileiros passaram a pagar mais caro pela eletricidade neste mês de maio.
A mudança foi definida pela Agência Nacional de Energia Elétrica, que acionou a bandeira amarela. Com isso, há um acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos desde o dia 1º.
A decisão está diretamente relacionada à redução das chuvas em várias regiões do país. Com menos água nos reservatórios das hidrelétricas, o sistema elétrico precisa recorrer a usinas termelétricas, que têm custo de produção mais elevado.
Segundo a ANEEL, o cenário de afluências abaixo da média e a transição para o período seco aumentam o risco de geração mais cara, o que justifica a adoção da bandeira amarela como forma de compensar esses custos adicionais.
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado justamente para sinalizar ao consumidor quando a energia está mais cara de produzir. Na bandeira verde não há cobrança extra; já nas bandeiras amarela e vermelha, há acréscimos progressivos na conta de luz.
A orientação é que a população redobre a atenção com o consumo neste período, evitando desperdícios e utilizando a energia de forma mais consciente, especialmente nos horários de maior demanda.
A tendência para os próximos meses dependerá do comportamento das chuvas e do nível dos reservatórios em todo o país.