Foi encontrado na tarde desta terça-feira o corpo de Antônio Nunes da Silva, de 71 anos, que estava desaparecido desde a sexta-feira (02), em Toledo.
O corpo foi localizado em uma região de mata a 50 metros pra dentro da área, no Jardim Maracanã, perto de uma propriedade onde Antônio costumava plantar, cerca de 500 metros de sua casa, na Rua Capitão Tisiano Leoni. O Corpo de Bombeiros havia encerrado as buscas na área por acreditar que ele não estivesse naquela região. Mesmo assim, a família não desistiu e continuou procurando, localizando o corpo na tarde desta terça-feira.
A princípio, o caso é tratado como suicídio. A Polícia Científica foi acionada, assim como a Polícia Civil e o Instituto Médico-Legal (IML) de Toledo. Quem encontrou o corpo foi o próprio irmão de Antônio. Após a localização, o Corpo de Bombeiros também se deslocou até o local.
Nenhuma carta foi encontrada. Familiares relataram que, em nenhum momento, Antônio deixou transparecer que poderia cometer um ato dessa natureza.
Depoimento de um familiar
Sérgio Nunes, sobrinho do Seu Antônio, fez um vídeo e desabafou sobre o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil de Toledo que falharam em ajudar nas buscas.
“É pessoal, boa tarde. Não tenho notícias boas. A gente trabalhou duro nesses dias, investigando. O pessoal estava de folga. A gente até entendeu que é final de ano, virada de ano. Mas diziam que na segunda começariam.
Enquanto isso, a gente ficou trabalhando no lugar deles, entrando no mato, verificando rio. Não vou falar muita coisa. Muitas pessoas ajudaram a gente. O Corpo de Bombeiros veio na segunda-feira, junto com a Defesa Civil, andou um pouco com a gente e depois saiu.
Sabe o que eu pensava na minha mente e o que acabou acontecendo? Um irmão ter que procurar outro irmão. Você acha que alguém merece passar por isso? Eu não vou falar muita coisa porque vocês sabem que eu gosto de ter educação, mas foi uma situação muito difícil.
Fiquem sabendo que quem encontrou o próprio irmão foi a família. Antônio Nunes, que era cabeleireiro e já passava por dificuldades. Meu pai já teve problemas como pânico.
E agora o que aconteceu? Eu tive que lidar com essa situação. A última coisa que eu queria era passar por isso. Eles falavam que precisavam ter certeza para ir procurar. Agora a certeza apareceu. Agora é fácil ir lá e dizer que o serviço foi feito.
Desculpa, pessoal, mas essa é a realidade. Não estou querendo aparecer nem me mostrar. Antônio Nunes foi encontrado pelo irmão. Eu não quis ir até o local porque nenhuma família merece presenciar uma cena dessas”, finalizou Sérgio.
O desaparecimento
A angústia tomou conta de familiares e amigos após o desaparecimento de Antônio Nunes da Silva, de 70 anos, morador do Jardim Maracanã, em Toledo. O idoso saiu de casa ainda pela manhã de sexta-feira (02), durante o dia, e não retornou, o que causou estranhamento imediato entre os familiares.
Segundo relatos da família, Antônio deixou a residência onde mora, na Rua Capitão Tisiano Leoni, e desde então não foi mais visto. O comportamento chamou a atenção porque ele não tinha histórico de desaparecimento e sempre manteve hábitos regulares, sendo descrito como uma pessoa calma e bastante conhecida na vizinhança.
Diante da ausência prolongada, a esposa procurou as autoridades e registrou boletim de ocorrência poucas horas depois de perceber que o idoso não havia retornado. Mesmo com o registro, até o momento não houve informações concretas que indiquem avanços na localização, aumentando a apreensão de todos.
Familiares relataram que, de quinta para sexta-feira, tudo transcorria normalmente. Antônio teria dito que ficaria em casa assistindo televisão enquanto a esposa foi dormir. Na manhã seguinte, por volta das 6h, a família imaginou que ele tivesse saído para comprar pão, já que o casal aguardava visita naquele dia. Com o passar das horas e a ausência prolongada, a preocupação aumentou.
Outro detalhe que reforçou o estranhamento foi o fato de Antônio ter saído a pé, sem levar carteira, documentos ou outros pertences pessoais. Conforme a família, ele deixou em casa objetos que costumava usar diariamente, como o relógio. Também foi observado que a chave do portão havia sido jogada para dentro da garagem, situação considerada fora do padrão pelo comportamento habitual do idoso.