As eleições de 2026 movimentaram bilhões de reais em recursos públicos para o financiamento das campanhas em todo o país. No Paraná, candidatos à Câmara dos Deputados receberam valores que, em alguns casos, chegaram à casa dos R$ 3 milhões.
Levantamento do VotoCheck, elaborado a partir dos dados abertos da prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aponta que R$ 5,28 bilhões em dinheiro público haviam sido destinados às campanhas brasileiras até 26 de setembro. Desse total, R$ 4,82 bilhões eram provenientes do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundo Eleitoral, e R$ 460 milhões do Fundo Partidário. Os recursos públicos correspondiam a 88% de tudo o que as campanhas haviam declarado arrecadar naquele momento.
É importante destacar que os números são parciais e correspondem aos valores declarados pelas próprias campanhas até 26 de setembro, portanto podem sofrer alterações nas prestações de contas posteriores. O TSE mantém sistemas específicos para acompanhamento das contas eleitorais de candidatos e partidos.
Entre os candidatos a deputado federal pelo Paraná, Cristina Silvestri (PP) aparece com aproximadamente R$ 3 milhões em recursos públicos, equivalentes a 98% do que sua campanha havia arrecadado. Os dados individualizados apontam R$ 3,045 milhões provenientes de recursos públicos.
Roberto Requião (PDT) também declarou cerca de R$ 3 milhões, correspondentes a praticamente toda a arrecadação registrada por sua campanha até aquele momento. No caso dele, os dados indicavam R$ 3.003.125 em dinheiro público.
Na sequência do levantamento fornecido ao Portal Nova Santa Rosa aparecem Carol Dartora (PT), Ana Júlia (PT), Luisa Canziani (União), Hermes Frangão Parcianello (União), Paulo Litro (União) e Diego Garcia (União), todos na faixa de R$ 2,9 milhões.
Também estão entre os maiores valores declarados Leandre (PSD), com R$ 2,8 milhões; Sargento Fahur (PL), R$ 2,8 milhões; Toninho Wandscheer (PP), R$ 2,8 milhões; Jocelito Canto (PP), R$ 2,7 milhões; Karime Fayad (MDB), R$ 2,7 milhões; Delegado Matheus Laiola (União), R$ 2,7 milhões; e Rosângela Moro (PL), com R$ 2,6 milhões.
Na faixa dos R$ 2 milhões ou mais aparecem ainda Aliel Machado (PV), R$ 2,5 milhões; Carlise Kwiatkowski (PL), R$ 2,5 milhões; Aline Sleutjes (PL), R$ 2,5 milhões; Marcelo Belinati (PP), R$ 2,4 milhões; Dilceu Sperafico (PP), R$ 2,4 milhões; Tião Medeiros (PP), R$ 2,4 milhões; Luciano Ducci (PSB), R$ 2,3 milhões; Vermelho (PL), R$ 2,2 milhões; Naiany Hruschka (PP), R$ 2 milhões; e Reinhold Stephanes (PL), R$ 2 milhões.
A lista apresentada ao Portal também traz Beto Richa (PSDB), com R$ 1,9 milhão; Jeffrey Chiquini (Novo), R$ 1,8 milhão; Zeca Dirceu (PT), R$ 1,8 milhão; Tadeu Veneri (PT), R$ 1,8 milhão; Welter (PT), R$ 1,8 milhão; Sergio Souza (MDB), R$ 1,8 milhão; Paulo Martins (Novo), R$ 1,7 milhão; Felipe Francischini (Podemos), R$ 1,6 milhão; e Pedro Lupion (Republicanos), com R$ 1,5 milhão.
Entre os candidatos ligados ao Oeste do Paraná, além de Dilceu Sperafico, aparecem Paranhos (PSD), com aproximadamente R$ 1,5 milhão; Newton Bonin (Republicanos), R$ 1,3 milhão; e Marco Brasil (PSD), R$ 1 milhão, conforme os valores apresentados no levantamento.
O dinheiro apresentado no levantamento não representa necessariamente quanto cada candidato gastou. Trata-se do montante público que as campanhas declararam ter recebido até a data considerada.
Também é preciso diferenciar as duas principais fontes. O Fundo Eleitoral (FEFC) é destinado especificamente ao financiamento das campanhas. Já o Fundo Partidário é um fundo permanente destinado aos partidos e também pode ser utilizado nas campanhas conforme as regras eleitorais. O próprio TSE mantém contas e procedimentos distintos para cada uma dessas fontes.
A distribuição também não significa que cada candidato tenha direito ao mesmo valor. Os recursos são repassados aos partidos, que fazem a distribuição entre suas candidaturas observando as regras previstas pela legislação eleitoral e os critérios partidários.
Por isso, as diferenças entre candidatos podem ser expressivas: enquanto algumas campanhas para deputado federal no Paraná receberam valores próximos de R$ 3 milhões em recursos públicos, outras trabalharam com quantias significativamente menores.
Os dados têm caráter público e fazem parte do sistema de transparência da Justiça Eleitoral. A prestação de contas permite ao eleitor acompanhar quanto cada candidatura recebeu, a origem dos recursos e como o dinheiro foi utilizado durante a campanha.
Fonte: VotoCheck, com base nos dados abertos da prestação de contas eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), posição de 26 de setembro de 2026.