A conta de luz, apontada como uma das principais pressões sobre a inflação em 2025, pode voltar a exercer forte impacto no orçamento das famílias brasileiras ao longo deste ano. Vários prognósticos feitos por consultorias especializadas e confirmados por veículos de imprensa indicam um cenário de reajustes novamente acima da inflação oficial.
De acordo com projeções do mercado, a tarifa de energia elétrica residencial deve registrar, em 2026, um aumento médio na faixa de 7,6%, praticamente o dobro da inflação esperada para o período (cerca de 3,9% projetada pelo mercado financeiro no Boletim Focus). Além disso, o impacto exato pode variar bastante conforme a distribuidora — com algumas registrando altas ainda maiores (acima de 10%).
Especialistas e consultorias do setor apontam duas razões principais para a pressão sobre a tarifa dos consumidores:
Maior custo de geração de energia, especialmente quando o sistema precisa acionar usinas termelétricas mais caras devido a níveis de água nos reservatórios abaixo da média histórica.
Perdas operacionais elevadas, como furto de energia e ineficiências que impactam os custos repassados ao consumidor.
O resultado é que, mesmo com inflação geral controlada, o item “energia elétrica” pode continuar a apresentar um crescimento de preços superior à média da economia. Isso já foi observado em 2025, quando a energia foi um dos principais responsáveis por puxar a inflação para cima, com alta acumulada relevante ao longo do ano.
As projeções também mostram que nem todas as regiões do país terão o mesmo ritmo de aumento. Enquanto algumas distribuidoras podem registrar ajustes mais elevados, outras podem apresentar até reduções nas tarifas, dependendo de fatores operacionais e negociações específicas.
Outro elemento que influencia a conta é o sistema de bandeiras tarifárias, que adiciona custos extras às faturas quando as condições de geração (como chuva e nível de reservatórios) se tornam desfavoráveis. A alternância entre bandeiras pode ampliar o custo final para a família.
De modo geral, a tendência é que a conta de luz continue a ter peso significativo no orçamento doméstico das famílias em 2026, em especial se comparada a outros itens da inflação. A necessidade de geração térmica mais cara em períodos de menor chuva e a pressão de custos no setor são os principais fatores que sustentam essa perspectiva.
Com base nas projeções, famílias brasileiras podem esperar reajustes que, em média, ultrapassem a inflação geral, exigindo maior atenção ao consumo e possíveis estratégias de economia ou de migração para fontes alternativas sempre que possível.
Se desejar, posso incluir comentários de especialistas ou dados oficiais mais detalhados (como relatórios da ANEEL ou IBGE) para enriquecer ainda mais a matéria.