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Família denuncia negativa de ambulância para transportar idosa acamada em Nova Santa Rosa
Paciente precisaria realizar exames em Marechal Cândido Rondon; município deixou de transportar pacientes para atendimentos particulares após recomendação do Ministério Público
Por | Postado em: 21/09/2026 - 11:14

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Uma família de Nova Santa Rosa procurou o Portal Nova Santa Rosa para denunciar a negativa de disponibilização de uma ambulância para transportar uma idosa acamada até Marechal Cândido Rondon, onde, segundo o relato, ela precisaria realizar exames solicitados pelo médico.

Conforme as informações repassadas ao Portal, a paciente permaneceu internada por aproximadamente uma semana em Nova Santa Rosa. O familiar afirma que a idosa apresenta 16 feridas pelo corpo e que seu estado dificulta até mesmo a movimentação, razão pela qual considera inviável realizar o deslocamento em um veículo convencional.

Segundo ele, a idosa possui plano de saúde e o médico teria solicitado o deslocamento até Marechal Cândido Rondon para a realização dos exames.

Diante da condição da paciente, a família entrou em contato com o município solicitando uma ambulância. Ainda de acordo com o denunciante, a resposta recebida foi de que o transporte não poderia ser disponibilizado.

A situação provocou indignação na família, que questiona principalmente como deve ser realizado o deslocamento de uma pessoa idosa e acamada que, segundo o relato, não apresenta condições de ser transportada normalmente.

Recomendação do Ministério Público mudou transporte em Nova Santa Rosa

O caso também envolve uma situação que já foi notícia no Portal Nova Santa Rosa.

Em junho deste ano, o Portal publicou que o Ministério Público do Paraná, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Marechal Cândido Rondon, havia expedido uma Recomendação Administrativa ao Município de Nova Santa Rosa para impedir a utilização de veículos, motoristas e demais recursos vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS) no transporte intermunicipal de pacientes destinados a consultas, exames ou procedimentos realizados na rede particular.

A recomendação foi assinada em 29 de maio de 2026 pela promotora de Justiça Mariana Silveira Silviano do Prado Muniz, no âmbito do Inquérito Civil nº 0085.25.000706-0.

Na época, o Ministério Público apontou que o transporte público custeado com recursos do SUS vinha sendo utilizado também para deslocamentos relacionados a atendimentos particulares em outras cidades. Segundo a recomendação, essa utilização não estava regulamentada pela legislação municipal e o transporte para atendimento particular não integra a política pública do SUS.

Após receber a recomendação, a própria Prefeitura de Nova Santa Rosa informou oficialmente, em 8 de junho, que passaria a seguir a orientação do Ministério Público e deixaria de realizar o transporte intermunicipal para consultas, exames e procedimentos particulares utilizando veículos e recursos vinculados ao SUS.

O município informou naquela ocasião que o transporte continuaria sendo disponibilizado normalmente aos pacientes encaminhados pelo Sistema Único de Saúde.

Família questiona situação de paciente acamada

No caso relatado agora ao Portal, entretanto, a família levanta um questionamento específico: como deve ser realizado o transporte quando se trata de uma paciente idosa, acamada e que, segundo os familiares, não possui condições de deslocamento em um veículo convencional?

A recomendação divulgada anteriormente trata do uso de veículos e recursos vinculados ao SUS para atendimentos na rede particular. A partir das informações disponíveis, o Portal não afirma se a situação específica relatada pela família possui alguma exceção ou procedimento diferenciado em razão das condições clínicas da paciente.

A própria estrutura administrativa da Secretaria Municipal de Saúde estabelece, entre as atribuições da Unidade de Transporte da Saúde, organizar a frota, os itinerários e providenciar veículos para o transporte de pacientes para outras localidades.

Por isso, o caso também levanta a necessidade de esclarecimento sobre qual procedimento deve ser adotado por uma família quando um paciente acamado precisa realizar exame ou atendimento particular em outra cidade e não possui condições de utilizar transporte convencional.

O Portal Nova Santa Rosa ressalta que as informações sobre a condição da paciente, a solicitação da ambulância e a suposta negativa correspondem ao relato apresentado pelo familiar.

O espaço permanece aberto para que a Secretaria Municipal de Saúde e a Prefeitura de Nova Santa Rosa se manifestem, caso tenham interesse, esclarecendo a situação, os motivos da negativa relatada pela família e se a recomendação do Ministério Público impede também a disponibilização de transporte adequado em casos envolvendo pacientes acamados e sem condições de deslocamento convencional.

Caso haja manifestação oficial, o posicionamento será acrescentado à matéria.

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