Um morador de Concórdia do Oeste, interior de Toledo fez um vídeo mostrando uma pedra que segundo ele pode ser fragmento do meteoro que passou pelo céu na madrugada desta terça-feira.
O fragmento do meteorito foi encontrado na terça-feira nas proximidades do açude da propriedade, diz o produtor rural no vídeo em que mostra o fragmento encontrado.
Também um vídeo da região dos açudes mostra o momento em que o meteoro passa.
Um clarão seguido de estrondo e tremor foi visto e sentido em toda a região na madrugada desta terça-feira (7). Muitos moradores ficaram assustados após o fenômeno intrigante e aparentemente inexplicável tomar conta do céu.
Segundo o professor e astrônomo Maicon Zorzan, o que passou por na região foi sim um meteoro. O fato é um fenômeno luminoso de uma rocha, um material sólido no momento que ele adentra à atmosfera. Esta rocha, quando toca na atmosfera se torna incandescente e faz aquele risco no céu, detalhou.
O professor explicou que a rocha quando está no espaço é chamada de meteoroide e a partir do momento que ela adentra e toca o solo é denominado como meteorito. Quando está no céu, de forma luminosa, é meteoro.
Ele destacou que o fenômeno é muito comum, porém, como as rochas são pequenas, só podem ser visualizadas à noite, quando as pessoas normalmente estão dormindo.
Neste caso específico, não se sabe se o meteoro bateu na atmosfera e ricocheteou ao espaço, ou até mesmo se dissolveu após o impacto, podendo nem ter chegado à crosta terrestre.
O astrônomo confirmou que a luminosidade não tem relação nenhuma com o cometa verde que está passando próximo à terra. O material pode ser um pedaço de algum cometa, mas a relação é muito difícil de ser explicada.
O professor também destacou que o cometa é uma rocha de gelo e poeira que tem uma órbita definida e quando ela passa em direção ao sol acaba derretendo, promovendo a cauda.
Chuva de meteoros
Zorzan afirmou que, após a passagem do cometa verde, que se aproxima da terra, poderá sim ser registrada uma chuva de meteoros, os quais são resíduos que podem se desprender do cometa enquanto ele está se dissolvendo no espaço.