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GAECO cumpre mandados em operação que apura fraude em contrato de poda de árvores
O Ministério Público segue investigando o caso para apurar a possível prática dos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e fraude na execução de contrato administrativo.
Por Ponto da Notícia | Postado em: 30/07/2026 - 15:24

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Uma operação do Ministério Público do Paraná (MPPR), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpriu quatro mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (30), em Guaíra. A ação, denominada Operação Canópio, investiga um suposto esquema de corrupção e fraudes na execução de um contrato de prestação de serviços de poda de árvores envolvendo um servidor público municipal e um empresário.

As ordens judiciais foram expedidas pela Vara do Juiz das Garantias da comarca e cumpridas em diferentes endereços do município. Durante a operação, foram apreendidos documentos, aparelhos celulares e aproximadamente R$ 2 mil em dinheiro, materiais que passarão por análise para auxiliar o andamento das investigações.

Segundo o Ministério Público, há indícios de que o servidor investigado teria favorecido a empresa contratada pela Prefeitura por meio da emissão de documentos ideologicamente falsos para justificar e ampliar os pagamentos realizados pelo Município. Em contrapartida, conforme a investigação, o empresário suspeito teria efetuado pagamentos indevidos ao agente público.

Ainda de acordo com o MPPR, foram identificados documentos relacionados à execução do contrato, como empenhos, medições e notas de liquidação com indícios de irregularidades. A investigação também aponta movimentações financeiras consideradas atípicas por parte da empresa e elementos que indicariam repasses de valores ao servidor investigado.

Em nota oficial, o Município de Guaíra confirmou que um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido nas dependências do Centro Administrativo Municipal (CAM). A administração informou que a diligência ocorreu sem intercorrências e contou com o acompanhamento da equipe jurídica do Município, que colaborou com o cumprimento da ordem judicial.

A Prefeitura informou ainda que, diante das recomendações apresentadas pelo Ministério Público, decidiu exonerar da função comissionada um servidor público efetivo que atuava na gestão do contrato investigado. Segundo a administração municipal, também foram instaurados procedimentos administrativos internos e o Município permanece à disposição das autoridades para fornecer informações e documentos que forem solicitados.

O Ministério Público segue investigando o caso para apurar a possível prática dos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e fraude na execução de contrato administrativo.

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