Você está em: Página Inicial > Policial
Grupo que usava IA para forjar vaquinhas online com imagens de crianças doentes é alvo de operação em cinco estados
Suspeitos usavam imagens reais de pacientes para criar anúncios em redes sociais e desviar pagamentos via Pix para empresas de fachada.
Por g1 RS e RBS TV | Postado em: 14/07/2026 - 14:41

Publicidade Publicidade Publicidade

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta terça-feira (14), uma operação para desarticular um grupo criminoso que criava falsas campanhas de doação na internet usando imagens de crianças com câncer. Até a última atualização desta reportagem, 16 pessoas haviam sido presas.

A ação, batizada de Operação Sophia, cumpre 19 mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão. As ordens judiciais são executadas no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Pernambuco.

A investigação começou após a mãe de uma menina em tratamento contra o câncer, chamada Sophia, denunciar que fotos e vídeos da filha estavam sendo usados sem autorização. O material aparecia em anúncios patrocinados no Facebook e no Instagram para arrecadar dinheiro, mas a família nunca recebeu os valores.

Segundo o delegado João Vitor Herédia, da Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos (DRCPE), o grupo utilizava ferramentas de inteligência artificial, deepfake e clonagem de voz para alterar campanhas verdadeiras e dar veracidade aos anúncios. As publicações eram feitas por páginas falsas com nomes como "Clube de Doadores" e "Unidos pelo Amor".

- Deepfake é uma técnica que permite alterar um vídeo ou foto com ajuda de inteligência artificial (IA).

Ao clicar nos anúncios, as vítimas eram direcionadas para sites que imitavam plataformas legítimas de arrecadação, como o Vakinha. Nessas páginas, era gerado um código Pix, e o dinheiro caía em contas de empresas de fachada controladas pelos criminosos.

Apenas na campanha falsa envolvendo a imagem da menina que deu nome à operação, a polícia rastreou R$ 294,5 mil desviados. A investigação também identificou uma empresa que funcionava como núcleo financeiro do grupo e que movimentou mais de R$ 1,7 milhão no período apurado.

Além de Passo Fundo, no RS, a operação acontece nas cidades de Dourados (MS), Vitória de Santo Antão (PE), Francisco Beltrão e Cruzeiro do Iguaçu (PR), Piracicaba, São Paulo, São Vicente, Catanduva, Santana de Parnaíba e Sorocaba (SP).

A Polícia Civil orienta que a população verifique a veracidade de campanhas de arrecadação antes de transferir valores. A recomendação é confirmar os dados diretamente com a família ou instituição e checar se o nome do destinatário do Pix corresponde ao beneficiário real.

Últimas Notícias
Policial 02 Nov às 17:34
Condutor de um Ford Fusion é suspeito de dirigir embriagado e realizar manobra perigosa. Uma criança de um ano e uma jovem de 23 anos também foram atingidas.
Policial 02 Nov às 10:03
Segundo a mãe, criança foi arremessada do bebê-conforto após um chute e bateu a cabeça contra uma estrutura de concreto. Suspeita foi encaminhada à delegacia.
Policial 02 Nov às 07:38
Suspeitos tentaram forçar a entrada do imóvel durante a madrugada desta segunda-feira (2), mas fugiram sem conseguir acessar a casa.
Policial 31 Out às 13:40
Armado com uma faca, homem teria invadido a residência da vítima, cometido os crimes e ainda a perseguido após ela conseguir escapar e buscar ajuda.
Policial 31 Out às 10:02
Homem tinha mandado de prisão em aberto e tentou dificultar a ação dos policiais durante abordagem no bairro Jardim Líder.
Portal Nova Santa Rosa
Tecnologia e desenvolvimento