A Polícia Civil de Toledo concluiu o inquérito que investigava a morte do cão comunitário Abacate, caso que gerou grande comoção na cidade. A informação foi confirmada pelo delegado-chefe da 20ª Subdivisão Policial (20ª SDP), Alexandre Macorin, que detalhou o encerramento das investigações.
De acordo com a Polícia Civil, um bombeiro militar foi apontado como o autor do disparo que matou o animal. O suspeito possui autorização legal para porte de arma de fogo. Durante as investigações, imagens de câmeras de segurança foram fundamentais para identificar o veículo utilizado no momento do crime. Conforme apurado, após o disparo, o homem teria aproximado o carro do local para verificar se havia atingido o cachorro.
Ainda no curso do inquérito, foi cumprido um mandado de busca e apreensão no dia 19 de fevereiro. Na ocasião, foram recolhidas três armas de fogo e aparelhos celulares, que passaram por perícia. O material analisado contribuiu para o avanço das apurações e para a identificação do autor.
Com a conclusão do inquérito policial, o caso foi encaminhado ao Poder Judiciário de Toledo, que dará sequência às medidas legais cabíveis. A defesa do investigado poderá se manifestar durante o andamento do processo.
RESUMO DO CASO
Depois de ser encontrado ferido, o cão foi levado para atendimento em uma clínica veterinária particular. Durante a avaliação, foi constatado que o disparo atravessou o corpo do animal, provocando perfurações no intestino e graves lesões internas, além de comprometimento renal e danos nos rins.
Segundo o laudo veterinário, o projétil perfurou dois pontos do intestino e causou contaminação abdominal com conteúdo intestinal. Abacate chegou a passar por uma cirurgia na tentativa de corrigir as lesões, mas não resistiu e morreu durante o procedimento.
Moradores relataram que o cachorro vivia no bairro havia cerca de cinco meses, desde filhote, e era considerado dócil e muito querido pela comunidade. Ele costumava dormir na casa de uma moradora e, pela manhã, saía normalmente para circular pela região. A comunidade já havia se organizado para realizar a castração do animal nos dias seguintes ao ocorrido.
O caso mobilizou moradores e defensores da causa animal e gerou grande repercussão na cidade. Agora, com o inquérito concluído, a decisão sobre eventuais responsabilizações caberá à Justiça.