A Polícia Civil de Toledo segue avançando nas investigações sobre o caso envolvendo um médico da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), suspeito de cometer crimes sexuais contra pacientes atendidos na unidade.
Em vídeo divulgado nesta terça-feira (12), o delegado da 20ª Subdivisão Policial, Rodrigo Baptista Santos, afirmou que o inquérito policial continua em andamento e que novas etapas da investigação devem acontecer nos próximos dias, incluindo o interrogatório do médico investigado.
Segundo o delegado, duas supostas vítimas já foram ouvidas oficialmente pela Polícia Civil. Além disso, uma terceira pessoa chegou a ser identificada durante o andamento das apurações, porém optou por não se manifestar dentro do processo.
De acordo com Rodrigo Baptista, testemunhas também prestaram depoimento. Embora não tenham presenciado diretamente os fatos investigados, elas relataram informações relacionadas à dinâmica de atendimentos e situações ocorridas dentro da UPA.
“A Polícia de Toledo vem, nas últimas semanas, apurando as circunstâncias do inquérito policial que investiga supostos crimes sexuais praticados por um médico na UPA da cidade”, afirmou o delegado no vídeo.
Ainda conforme Baptista, o médico deverá ser ouvido oficialmente ainda nesta semana para apresentar sua versão sobre os fatos e eventuais provas que considere importantes para a investigação.
Ao término das diligências, a Polícia Civil irá decidir pelo indiciamento ou não do profissional investigado. O delegado confirmou que os fatos apurados atualmente são tratados como investigação de crimes de estupro.
O caso ganhou grande repercussão após denúncias envolvendo um atendimento realizado na UPA de Toledo. Conforme informações divulgadas anteriormente, a primeira denúncia surgiu após um paciente relatar comportamento considerado inadequado durante atendimento médico na unidade. O homem procurou a polícia e passou por exame de corpo de delito.
Na época, o Consórcio de Saúde dos Municípios do Oeste do Paraná (Consamu) informou o afastamento preventivo do médico e a abertura de procedimento administrativo interno. O caso também foi encaminhado ao Conselho Regional de Medicina (CRM).
O médico investigado nega as acusações. Em nota divulgada anteriormente por sua defesa, ele afirmou que as denúncias são infundadas e informou que também registrou boletim de ocorrência por crimes contra a honra.