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Médico que efetuou disparo em hospital de Umuarama tem prisão mantida após audiência
Residente é acusado de tentar atingir colega durante atendimento e acabou ferindo paciente de raspão
Por Portal Nova Santa Rosa/OBemdito/g1 PR | Postado em: 16/04/2026 - 18:55

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Um episódio grave dentro de um hospital mobilizou forças de segurança e abriu investigação no noroeste do Paraná. O médico residente, Gabriel Damasceno de 27 anos, foi preso após efetuar um disparo durante um atendimento no Hospital Cemil, em Umuarama.

A situação aconteceu ainda na tarde da quarta-feira (15), durante uma consulta na área de ortopedia. De acordo com informações apuradas pela Polícia Militar, o disparo teria como alvo um médico responsável pela supervisão da residência, mas acabou atingindo de raspão a cabeça de uma paciente de 58 anos, que estava sendo atendida no momento. Apesar do susto, ela recebeu atendimento e não corre risco de morte.

Após o disparo, o residente deixou o hospital e fugiu a pé. Durante a tentativa de escapar, ele rendeu um motorista, efetuou outro disparo contra o chão e roubou um carro. Pouco tempo depois, foi localizado e preso em flagrante nas proximidades da sede da Guarda Municipal.

Com ele, a polícia apreendeu um revólver calibre 32, com munições deflagradas e intactas, além de outras munições no bolso. Segundo a Polícia Militar, o suspeito não possuía porte de arma e o revólver não tinha registro.

A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar a motivação do caso, a origem da arma e toda a dinâmica dos fatos. Em depoimento, o médico afirmou ter transtorno bipolar e fazer uso de medicamentos.

AUDIÊNCIA DE CUSTÓDIA E PRISÃO PREVENTIVA

Na tarde desta quinta-feira (16), o suspeito passou por audiência de custódia, quando a Justiça decidiu converter a prisão em preventiva, mantendo-o detido enquanto o caso segue em investigação.

Em nota, o Hospital Cemil classificou o ocorrido como um incidente isolado, repudiou qualquer tipo de violência e informou que o residente será desligado do programa. Já o Conselho Regional de Medicina do Paraná informou que abriu sindicância para apurar a conduta do profissional, que pode sofrer sanções, incluindo a perda do registro.

A defesa do médico declarou que ainda não teve acesso completo ao processo e destacou que qualquer conclusão neste momento é prematura, reforçando o compromisso com o direito de defesa e o devido processo legal.

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