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Mulher é indiciada por aplicar golpe do falso emprego e fazer financiamentos em nome de vítimas no Paraná
Suspeita simulava entrevistas e usava documentos das vítimas para abrir contas, fazer empréstimos e financiar veículos de luxo
Por Polícia Civil | Postado em: 13/03/2026 - 15:35

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Uma mulher de 32 anos, moradora de Curitiba, foi indiciada pela Polícia Civil por quatro crimes de estelionato consumado após aplicar o chamado “golpe do falso emprego” em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná.

De acordo com as investigações, a suspeita utilizava redes sociais para anunciar vagas fictícias de trabalho, como motorista particular e cuidador de idosos. Para ganhar a confiança das vítimas, ela se apresentava com o nome falso de “Priscila de Almeida”, afirmando ser psicóloga de uma empresa de Recursos Humanos.

Durante as supostas entrevistas de emprego, realizadas em salas de coworking alugadas na cidade, a investigada simulava processos seletivos completos, aplicando provas e questionários aos candidatos.

Sob o argumento de que seria necessário realizar um “reconhecimento facial” exigido pelos supostos contratantes, ela fotografava os documentos originais e o rosto das vítimas. A Polícia Civil destacou que o estabelecimento onde ocorreram as entrevistas não possui qualquer ligação com o crime, sendo também vítima do golpe.

Com os documentos e a biometria facial em mãos, a mulher realizava abertura de contas bancárias, empréstimos e financiamentos de veículos de luxo em nome das vítimas, sem que elas soubessem.

A identificação da autora foi possível após troca de informações entre delegacias de Ponta Grossa e Guarapuava.

A suspeita acabou presa em flagrante em Guarapuava, justamente quando aplicava o mesmo tipo de golpe.

Durante as investigações, policiais do setor operacional da 13ª Subdivisão Policial (SDP) de Ponta Grossa também obtiveram imagens de câmeras de segurança que registraram a chegada da mulher a um café onde funcionava o espaço de coworking utilizado para as entrevistas.

As vítimas reconheceram sem qualquer dúvida a investigada como sendo a pessoa que realizou o falso processo seletivo.

A mulher está detida na Cadeia Pública de Pitanga. Além da ação penal que já responde na comarca de Guarapuava, ela também foi indiciada por mais quatro crimes de estelionato em Ponta Grossa.

Segundo a Polícia Civil, somadas as penas pelos novos crimes, em razão do concurso material, a condenação pode chegar a 20 anos de reclusão.

A Polícia Civil orienta que outras possíveis vítimas que tenham passado por situações semelhantes procurem a delegacia para registrar boletim de ocorrência e realizar reconhecimento da suspeita. O contato pode ser feito pelo WhatsApp do setor responsável: (42) 3219-2757.

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