Uma reviravolta marcou o caso da mulher de 31 anos flagrada sobre o capô de um Mustang na madrugada de domingo (15), em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. Em novo depoimento à Polícia Civil, ela afirmou que subiu voluntariamente no veículo na tentativa de fazer o ex-companheiro, de 35 anos, parar para conversar.
A informação foi confirmada pelo delegado Itamar Casabranca, da Polícia Civil do Paraná. Segundo as investigações, o casal havia encerrado o relacionamento recentemente.
Inicialmente, aos agentes da Guarda Civil Municipal (GCM), a mulher relatou que o homem teria tentado atropelá-la e que, para evitar ser atingida, subiu no capô e se segurou nos limpadores do para-brisa. Na ocasião, também afirmou ter sofrido ferimentos na perna.
No entanto, em depoimento posterior à Polícia Civil, apresentou uma nova versão. De acordo com o delegado, o carro trafegava em baixa velocidade, percorreu cerca de três quarteirões com a mulher sobre o capô e foi abordado após receber ordem de parada da GCM. Durante o trajeto, ela chegou a se levantar e depois se sentar sobre o veículo, descendo quando o automóvel parou.
“Também não houve exame de lesão por vontade da vítima, não havendo, até o momento, comprovação de lesões decorrentes da conduta do motorista”, afirmou o delegado.
Após ouvir testemunhas, a mulher e o motorista, a Polícia Civil lavrou o flagrante por embriaguez ao volante. Foi fixada fiança de R$ 3 mil, valor que foi pago, e o homem responderá ao processo em liberdade.
A corporação informou ainda que os possíveis crimes de lesão corporal e violência contra a mulher seguem sendo apurados em inquérito paralelo.
Segundo a Polícia Civil, o Mustang não pertence ao suspeito. O veículo de luxo foi apreendido.