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Pai e filha internados por dengue morrem com 18 minutos de diferença em Joinville
Francisco Jatczak, 95 anos, e a filha Teresinha Jatczak, 67 anos, morreram às 20h30 e 20h48 de segunda-feira, conforme declarações de óbito. SC está em emergência epidemiológica pela doença.
Por G1 Paraná | Postado em: 29/02/2024 - 10:45

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Pai e filha que estavam hospitalizados por complicações causadas pela dengue morreram com apenas 18 minutos de diferença em Joinville, cidade mais populosa de Santa Catarina e que sofre com uma epidemia da doença. O estado decretou emergência epidemiológica em 22 de fevereiro.

Os aposentados Francisco Jatczak, de 95 anos, e a filha Teresinha Jatczak, de 67, estavam internados em hospitais diferentes e morreram às 20h30 e 20h48 de segunda-feira (26), respectivamente.

Conforme os documentos, assinados por médicos, Francisco morreu em decorrência da dengue, assim como a filha Teresinha. Ela, no entanto, também teve outras condições associadas à morte, como insuficiência cardíaca, taquicardia ventricular e pneumonia bacteriana.

A neta do idoso, Tatiane Dorneles de Paula Karpinski, que também é sobrinha de Teresinha, disse que os dois moravam juntos e começaram com sintomas cerca de 15 dias antes da morte. Eles sentiram dor no corpo, febre e cansaço extremo.

A tia foi para a unidade hospitalar da Unimed em 15 de fevereiro. Já o avô foi levado ao Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, da rede pública, dois dias depois.

Segundo a prefeitura de Joinville, que monitora as mortes pela doença, sendo o município com mais casos de dengue registrados no estado (veja mais abaixo), a investigação epidemiológica sobre as causas das mortes não tinha sido concluída até as 9h35 desta quinta-feira.

Francisco morava com a esposa e a filha Teresinha em uma casa em Joinville. A história deles, segundo Tatiane, é "cheia de detalhes, com muito amor envolvido e caridade". 

"Minha tia nunca se casou, nunca teve filhos. Doou 100% da sua vida a cuidar do pai e da mãe, um exemplo de mulher. Bondade e amor brotavam do coração dela, transbordava caridade, sempre ajudando os outros", declara a sobrinha de Tere, como era conhecida pelos familiares mais próximos. 

Tatiane, que perdeu a mãe há 16 anos, também viu em Terezinha um carinho materno. "Mas a vida dela foi dedicada a cuidar dos pais", informou.

"Éramos muito próximos. Desde que nasci convivo com eles. [...] Neste momento de dor, só Deus para confortar nosso coração, que está dilacerado", afirmou.

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