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PM acusado de tortura teria espancado vítima dentro de batalhão no Paraná, diz Ministério Público
Dois policiais militares viraram réus por tortura e extorsão no litoral do Estado; investigação aponta agressões com pedaços de madeira, socos e chutes, além de cobranças em dinheiro.
Por | Postado em: 01/07/2026 - 11:05

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Dois policiais militares do Paraná são acusados de tortura e extorsão após uma investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, apontar que vítimas teriam sido espancadas dentro e fora de uma unidade da Polícia Militar no litoral do Estado.

Os investigados são Patrick Luiz da Rosa e Rodrigo Ramos Patrício Pinto, que atuavam em Pontal do Paraná. Eles foram presos na manhã de segunda-feira (29), durante a Operação Hubris, conduzida pelo Gaeco de Paranaguá com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar.

Segundo o Ministério Público, um dos episódios teria ocorrido dentro da sede da 5ª Companhia do 9º Batalhão da Polícia Militar, em Pontal do Paraná. A investigação aponta que uma das vítimas foi agredida no local na presença de outros militares estaduais e também de civis. Para o Gaeco, a situação demonstra que os envolvidos não temiam mecanismos de controle ou responsabilização.

As apurações indicam que a vítima já havia sido agredida anteriormente pelos mesmos policiais após ser flagrada em uma casa durante o atendimento de uma ocorrência de invasão de domicílio. Um vídeo compartilhado entre os policiais, em agosto de 2025, mostraria o homem sendo torturado com pedaços de madeira, socos e chutes.

De acordo com a denúncia, as agressões teriam provocado intenso sofrimento físico e mental. Em outro trecho da investigação, o Gaeco aponta que uma vítima relatou ter tido o braço quebrado. Mensagens apreendidas no celular de um dos policiais também teriam revelado a admissão das agressões.

Além da tortura, os policiais são acusados de extorquir vítimas. Conforme a investigação, após as agressões, uma das pessoas passou a receber cobranças quinzenais que poderiam chegar a R$ 3 mil, valor que seria exigido em troca de “paz” para ela e seus familiares.

A denúncia foi apresentada ao Judiciário em junho, e os dois policiais se tornaram réus no processo. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara da Auditoria da Justiça Militar.

A defesa dos policiais informou que o processo tramita sob segredo de Justiça e que ainda busca acesso aos autos, motivo pelo qual não comentou os fatos investigados. A Polícia Militar do Paraná informou que os agentes permanecem presos, foram afastados das funções e que não compactua com condutas contrárias à lei e aos valores da instituição.

 
 
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