A Polícia Federal de Guaíra cumpriu, ainda na segunda-feira (25), um mandado de prisão no município de Pato Bragado.
Durante o cumprimento da ordem judicial, expedida pela Justiça Federal de Guaíra e cujo teor não foi divulgado, os policiais federais realizaram entrevista com o indivíduo abordado e identificaram, também, o exercício irregular de atividades de segurança privada.
Segundo a PF, o homem atuava como “vigia” e realizava rondas em um estabelecimento público utilizando rádio comunicador e portando uma tonfa — equipamento de defesa semelhante a um cassetete. De acordo com a legislação, esse tipo de atividade é característico da vigilância patrimonial, serviço que só pode ser executado por empresas devidamente autorizadas pela Polícia Federal.
Após a coleta das informações, o indivíduo foi encaminhado ao DEPEN de Marechal Cândido Rondon para os procedimentos legais cabíveis.
Na sequência das diligências, os policiais federais fiscalizaram outros postos de trabalho ligados à mesma empresa, onde também foram constatadas irregularidades na prestação de serviços de segurança privada.
Durante a ação, foram apreendidas duas tonfas e três rádios comunicadores, além da constatação de que os funcionários realizavam rondas ostensivas nos locais fiscalizados.
Após entrevistas com os trabalhadores que exerciam a função de “vigia” e na presença de um representante da empresa, a Polícia Federal lavrou o Auto de Encerramento das Atividades Irregulares de Segurança Privada. A empresa foi formalmente notificada sobre as sanções penais previstas em caso de reincidência.
Segundo a PF, a fiscalização tem como objetivo combater a atuação de empresas clandestinas no setor de segurança privada, garantindo o cumprimento da legislação federal e a proteção da sociedade.
A Polícia Federal reforçou ainda a importância de que cidadãos, empresas e órgãos públicos contratem apenas empresas autorizadas e fiscalizadas pelo órgão para a prestação de serviços de segurança privada. Conforme destacou a instituição, a contratação de serviços clandestinos pode colocar a segurança da população em risco e gerar responsabilização administrativa e legal tanto para a empresa prestadora quanto para o contratante.