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PRF prende quarteto que vendia falsos remédios para índios em Guaíra
O grupo confessou que vendia os produtos ilegais
Por | Postado em: 11/05/2018 - 08:29

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu três carros com medicamentos irregulares na noite desta quinta-feira (10), em Guaíra. Quatro homens foram presos em flagrante e cerca de 160 medicamentos, apreendidos.

Por volta das 18h30, a equipe da PRF abordou um automóvel Volkswagen Santana na BR-163, em frente à Unidade Operacional Ponte Ayrton Senna.

Durante a abordagem, os policiais rodoviários federais encontraram, no porta-malas do veículo, caixas com diversos produtos ilegais, caracterizados como medicamentos, com indicação terapêutica e sem registro na Anvisa.

Os dois ocupantes do Santana, ambos homens, com 33 e 37 anos de idade, foram presos em flagrante.

Na sequência, outros dois homens, que estavam em uma caminhonete Volkswagen Amarok e se apresentaram como amigos da dupla já presa, foram abordados. Dentro da caçamba do veículo havia mais medicamentos irregulares. Com 36 e 39 anos de idade, eles também foram presos.

Um terceiro veículo do grupo, uma caminhonete Fiat Strada, foi apreendido em um posto de combustível. Ele também estava carregado com medicamentos ilegais.

O grupo confessou que vendia os produtos ilegais, sem registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), “há anos” para comunidades indígenas do Mato Grosso do Sul, localizadas nas cidades de Paranhos e Amambai.

Entre as cerca de 160 unidades de medicamentos apreendidas estão produtos como ‘Xarope da Vovó’, cuja embalagem traz supostas indicações para asma, gripe, tosse e infecções pulmonares; ‘Gel do Amazonas’ (reumatismo, artrose, varizes); e ‘Gel Cura Tudo’ (cólicas, feridas, picada de insetos, micoses).

A PRF encaminhou os quatro presos, a carga ilícita e os veículos para a Delegacia da Polícia Federal em Guaíra.

O artigo 273 do Código Penal prevê pena de dez a 15 anos de prisão para quem mantém em depósito, vende ou distribui medicamentos sem registro. A pena é mais pesada que a do tráfico de drogas, que varia de cinco a 15 anos.

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