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Professora que amarrou menino autista é solta pela Justiça e nova denúncia surge na mesma escola no Paraná
Os pais dos alunos da escola onde o caso aconteceu foram informados de que a instituição de ensino entrou em recesso.
Por g1 PR e RPC | Postado em: 11/07/2025 - 11:00

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Uma menina de 3 anos foi fotografada dormindo com as mãos amarradas em uma cadeira na mesma escola onde um menino de 4 anos também foi encontrado preso pelos pulsos e pela cintura. Os casos aconteceram na escola particular em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

O menino, com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e não verbal, foi encontrado amarrado em uma cadeira dentro do banheiro pelas equipes da Guarda Municipal e do Conselho Tutelar após uma denúncia de maus-tratos. A suspeita de amarrar a criança é uma professora da instituição, que foi presa em flagrante pela GM. O caso ocorreu na segunda-feira (7).

A família do menino de quatro anos descobriu que esta não foi a primeira vez que a criança foi submetida a esse tipo de situação: "Ele não tem noção que foi torturado. Como ele também não fala, a gente não sabe desde quando estava ocorrendo isso. A gente quer que o pessoal pague por isso", desabafa a mãe

Após o caso do menino ser revelado, um pai recebeu a foto da filha presa pelas mãos com fita adesiva. Na imagem, ela aparece dormindo amarrada na cadeira e com a cabeça encostada na parede. Segundo o pai, a menina chegou a relatar agressões por parte das professoras.

"Ela teria beliscado outra criança, então eles teriam amarrado ela. É horrível, a gente busca o melhor pros nossos filhos e acaba acontecendo uma situação dessas, é bem triste", disse.

Ainda não há confirmação sobre quem teria amarrado a menina.

JUSTIÇA DECIDE SOLTAR PROFESSORA

A Justiça do Paraná decidiu soltar a professora suspeita de ter amarrado o menino de 4 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) a uma cadeira. Ela deve responder ao processo em liberdade.

A decisão foi tomada pela Justiça após a audiência de custódia. A mulher, que foi presa em flagrante por maus-tratos na última segunda-feira (7), deverá ser monitorada por uma tornozeleira eletrônica.

Os pais dos alunos da escola onde o caso aconteceu foram informados de que a instituição de ensino entrou em recesso.

INVESTIGAÇÕES

A investigação deve apurar agora quais eram os procedimentos adotados pela instituição para crianças autistas.

A polícia também vai investigar se outras pessoas que estavam na escola foram coniventes com as situações vividas pelos alunos. Se essa conduta for confirmada, essas pessoas também poderão responder criminalmente por omissão, crime que tem pena prevista entre um e quatro anos de prisão.

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