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Sequestro no Paraguai: turistas perdem R$ 740 mil após compras
Segundo as vítimas, que não foram identificadas por questões de segurança, elas foram mantidas em cativeiro por cerca de 19 horas
Por G1 Paraná | Postado em: 29/06/2026 - 11:30

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Dois brasileiros e um estrangeiro foram sequestrados após atravessarem a fronteira entre o Brasil e o Paraguai, em Cidade do Leste.

Segundo as vítimas, que não foram identificadas por questões de segurança, elas foram mantidas em cativeiro por cerca de 19 horas e obrigadas, sob ameaças e agressões, a fazer empréstimos e transferências bancárias. O prejuízo estimado é de quase R$ 740 mil.

As vítimas registraram boletim de ocorrência no Brasil e um deles também registrou no Paraguai.

Segundo os relatos, os criminosos também roubaram celulares, relógios, documentos, dinheiro e outros pertences.

Um dos turistas, morador da Bahia, contou que estava hospedado em um hotel de Foz do Iguaçu e atravessou a Ponte da Amizade para comprar uma mala no Paraguai.

Depois de contratar um mototáxi para ir até lojas em Cidade do Leste, ele percebeu que o motorista mudou o trajeto e seguiu para uma área de mata, onde foi rendido por um grupo armado.

Outro brasileiro relatou que passou pela mesma situação. Segundo ele, o motociclista também desviou o caminho e o levou até um local isolado, onde foi cercado por cerca de dez homens.

"Quando notei que estávamos seguindo por outra rota, a motocicleta já estava em alta velocidade. Depois de alguns minutos, fui cercado, arrastado pela margem de um rio e levado para um cativeiro."

Segundo as vítimas, elas permaneceram cerca de 19 horas sob vigilância dos criminosos. No local, um dos brasileiros encontrou a outra vítima e, pouco tempo depois, um terceiro homem, estrangeiro, também foi levado ao cativeiro.

De acordo com os relatos, os sequestradores obrigaram os três a desbloquear os celulares e utilizar reconhecimento facial e biometria para acessar contas bancárias. Os criminosos fizeram empréstimos, transferências via Pix e outras movimentações financeiras.

Os turistas disseram que foram agredidos fisicamente e submetidos a tortura psicológica durante todo o período em que permaneceram presos. Um deles afirmou que acreditou diversas vezes que seria morto.

O turista estrangeiro conversou com a imprensa por e-mail e informou que teve o celular e o chip roubados, está sem dinheiro e enfrenta dificuldades para se comunicar em um país estrangeiro. Por isso, preferiu não gravar entrevista.

Segundo os relatos das vítimas, a libertação também ocorreu sob tensão. Os criminosos colocaram as três vítimas em um barco e atravessaram o Rio Paraná até o lado brasileiro.

Um dos turistas contou que, durante a travessia, pensou que seria executado.

"Eles seguiram rio abaixo por alguns minutos. Eu pensei: 'Agora vão matar a gente e jogar no rio'. Depois nos deixaram em um barranco e mandaram seguir em frente. Encontramos uma pessoa que nos ajudou."

A imprensa entrou em contato com a Polícia Civil do Paraná (PCPR) para saber como está a investigação e de que forma ocorre a cooperação com as autoridades paraguaias.

Em nota, a Polícia Nacional do Paraguai informou que já prendeu integrantes da quadrilha responsável por esse tipo de crime, mas que o grupo continua atuando porque é formado por muitos criminosos.

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Ainda conforme o relato, antes de fugir, o autor levou o celular da esposa da vítima e afirmou que retornaria armado para matá-lo.
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