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Técnica de enfermagem suspeita de matar, esquartejar e queimar corpo de marido em Toledo, é indiciada por 4 crimes
Ela é investigada pela morte de outros 2 ex-companheiros
Por g1 PR e RPC Cascavel | Postado em: 08/05/2024 - 13:38

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Uma técnica de enfermagem, de 49 anos, virou ré por matar, esquartejar e queimar o corpo do marido Edivan da Silva Almeida, de 51 anos, afirmou nesta quarta-feira (8) o delegado Fabio Freire, que investiga o caso.

O casal que era da Paraíba, morava em Toledo, no oeste do Paraná, há pouco mais de um ano. Para a polícia, a mulher confessou que matou o homem entre 14 e 15 de fevereiro por vingança, após ela ter descoberto uma traição por parte da vítima. Ela é investigada também pela morte de outros dois ex-companheiros.

Conforme a investigação, em 14 de fevereiro a mulher ligou para o Samu afirmando que o marido estava passando mal, mas não deu continuidade ao atendimento e nem atendeu mais as ligações do serviço feitas a ela na sequência.

"No fundo da ligação, a vítima está com respiração agônica, com dificuldade, segundo profissionais, respiração que precede a parada respiratória. [...]. Ela não dá continuidade a chamada e não atende retorno ao Samu e nem retorna", afirmou o delegado.

Ela deverá responder por homicídio triplamente qualificado - motivo fútil, impossibilidade de defesa da vítima e meio cruel -, falsificação de documentos, fraude processual e ocultação de cadáver. Somadas as penas podem chegar a mais de 40 anos de prisão.

CRIME PREMEDITADO

De acordo com a polícia, a mulher colocou uma substância na bebida do marido. Devido ao esquartejamento e queima do corpo, ainda não foi possível identificar o que de fato ela deu a Edivan. O delegado afirmou que pode ter sido remédio ou veneno de rato, encontrado do local de trabalho dela.

Para o delegado Fabio, o crime foi premeditado, isso porque no decorrer da investigação foi constatado que assim como Edivan, ela também mantinha ao menos uma relação extraconjungal, o que não justificaria, para o delegado, a motivação do crime apontada por ela.

“Ela alega que cometeu o crime por ter tido conhecimento de traição e de forma repentina agiu repentinamente. [..] Não foi de forma repentina e sim premeditada e a motivação não foi apenas a questão a traição, mas sim um possível retorno de Edivan à Paraíba, para casar com a outra mulher", afirmou o delegado.

CRIME DE 'FORMA SINGULAR'

O delegado afirmou nesta quarta (8) que a mulher confessou o crime e que investigação não identificou até o momento a participação de terceiros.

“Ela já trabalhou em Instituto Médico Legal (IML) por isso ela tinha conhecimento dessa parte da anatomia e, portanto, realizou os cortes e a queima do corpo. Por isso, não foi identificado até o momento, a participação de terceiros, no crime, [...] tudo de forma singular, a própria acusada que efetuou todos os crimes”.

OUTROS CRIMES

Após a confissão do crime, a polícia passou a receber informações sobre o desaparecimento de um ex-companheiro dela, chamado José Sérgio. O delegado informou que em conversa com uma filha da vítima, ela informou que o pai está desaparecido desde 2022.

Segundo relato da filha à polícia, após o pai pedir divórcio da mãe em 2020, na sequência se casou com a técnica em enfermagem. Alguns meses depois, já em 2021, eles perderam contato.

Em 2022, a filha disse que recebeu uma ligação da técnica de enfermagem por vídeo, informando que tinham perdido os contatos da família. A filha então pediu fotos e se o pai estava bem, mas a mulher disse estar no trabalho e nunca mais respondeu.

A jovem disse ainda à polícia que recebeu um e-mail informando que o pai vinha sendo vítima de maus-tratos por parte da acusada. A filha foi até a cidade da Paraíba onde viviam o pai e a acusada, mas não os localizou.

Em contato com pessoas da cidade, ela descobriu que o primeiro marido da acusada morreu, e que conhecidos suspeitavam que o crime teria sido planejado por ela, para ficar com a herança dele.

Sobre o desaparecimento de José Sérgio, a acusada afirmou à polícia que Edivan (morto por ela em Toledo) matou ele e levou corpo para outra cidade.

A suspeita da polícia é que ela e Edivan tenham ido morar em Toledo para evitar suspeitas do crime.

A morte do primeiro marido e o desaparecimento de José também passaram a ser investigados pela Polícia Civil da Paraíba.

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