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Um ano após chacina que matou quatro homens em Icaraíma, principais suspeitos continuam foragidos e investigação segue ativa
Delegado responsável pelo caso afirma que Polícia Civil mantém buscas ininterruptas e reforça que todos os envolvidos serão responsabilizados; pai e filho investigados estão na lista da Interpol.
Por | Postado em: 05/08/2026 - 15:29

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Nesta quarta-feira (5), completa um ano de um dos crimes mais complexos e violentos registrados no Paraná nos últimos anos. O quádruplo homicídio ocorrido na zona rural de Icaraíma, no Noroeste do Estado, segue sem todos os responsáveis presos, apesar dos avanços obtidos pela Polícia Civil durante as investigações.

Em pronunciamento divulgado na data em que o crime completa um ano, o delegado Thiago Andrade Inácio, responsável pelo inquérito, afirmou que as investigações permanecem em andamento e que a prioridade continua sendo localizar e prender todos os envolvidos.

Segundo o delegado, os principais investigados continuam sendo Antônio Buscariollo e seu filho, Paulo Ricardo Costa Buscariollo. Ambos possuem mandados de prisão em aberto e integram a Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo internacional utilizado para localizar e prender foragidos que possam estar em outros países. A inclusão na lista amplia significativamente as possibilidades de captura caso deixem o território brasileiro.

Como o crime aconteceu

De acordo com as investigações, o caso teve origem em uma cobrança relacionada a uma dívida envolvendo uma negociação de propriedade rural.

Uma das vítimas, moradora de Icaraíma, havia contratado três homens do interior de São Paulo para auxiliá-la na cobrança do débito. O grupo chegou ao município em 4 de agosto de 2025 e iniciou as tratativas com o devedor.

No dia seguinte, 5 de agosto, os quatro homens desapareceram após seguirem até uma propriedade rural onde aconteceria um novo encontro para discutir o pagamento da dívida. Depois daquele momento, não fizeram mais contato com familiares.

As vítimas foram:

  • Alencar Gonçalves de Souza;
  • Carlos Henrique de Souza;
  • Cleiton de Souza;
  • Marcos Vinícius de Souza.

Investigação enfrentou grandes dificuldades

Logo após o desaparecimento, a Polícia Civil iniciou uma força-tarefa considerada uma das maiores da região.

As investigações esbarraram em diversos obstáculos. O crime ocorreu em uma área rural isolada, sem cobertura de telefonia celular, praticamente sem testemunhas e com poucos vestígios materiais. Conforme a polícia, há indícios de que os autores tenham limpado o local logo após os assassinatos, dificultando a coleta de provas.

Para tentar reconstruir a dinâmica dos fatos, a Polícia Civil contou com apoio da Secretaria de Estado da Segurança Pública, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Científica.

As equipes realizaram centenas de diligências, buscas em propriedades rurais, operações em outros estados, além da utilização de drones, cães farejadores, embarcações e equipamentos especializados para varreduras em rios e áreas de mata.

Cerco internacional aos suspeitos

Ao longo da investigação, a Polícia Civil reuniu elementos suficientes para apontar Antônio Buscariollo e Paulo Ricardo Costa Buscariollo como os principais suspeitos do crime.

Como ambos desapareceram logo após os homicídios, a Justiça autorizou a inclusão dos investigados na Difusão Vermelha da Interpol. O procedimento foi realizado por intermédio da Polícia Federal, autoridade responsável pela interlocução com a organização internacional, permitindo que forças policiais de diversos países sejam alertadas sobre a condição de foragidos dos investigados.

Em maio deste ano, outro desdobramento chamou atenção: Carlos Eduardo Buscariollo, irmão de Paulo Ricardo e filho de Antônio Buscariollo, foi preso em Nova Odessa (SP) durante uma investigação por tráfico de drogas. A prisão não está diretamente relacionada ao quádruplo homicídio, mas foi acompanhada pelos investigadores paranaenses na tentativa de obter informações que possam contribuir para localizar os dois foragidos.

Polícia afirma que trabalho continua

No pronunciamento divulgado nesta quarta-feira, o delegado Thiago Andrade Inácio ressaltou que, embora não existam novas informações que possam ser divulgadas publicamente neste momento, a investigação permanece ativa.

Segundo ele, o objetivo é identificar todos os participantes da ação criminosa e garantir que sejam responsabilizados perante a Justiça.

"A Polícia Civil reafirma que está trabalhando diuturnamente para identificar todos os responsáveis e garantir que sejam penalizados", destacou o delegado.

Mesmo um ano após o crime, o caso permanece como uma das investigações de maior repercussão no Paraná e continua sendo tratado como prioridade pela Polícia Civil. Enquanto as buscas prosseguem, familiares das vítimas seguem aguardando a prisão dos envolvidos e o desfecho judicial de um episódio que marcou a história criminal do Estado.

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