Quase 2 meses após o assassinato que abalou Toledo e ganhou repercussão em todo o Paraná, a Polícia Civil divulgou nesta quinta-feira (21) a conclusão das investigações sobre a morte de Marcos Rogério Francescon, ocorrida no dia 31 de março.
O inquérito aponta que o policial civil Jackson Dalpra teria cometido o crime durante um surto psicótico. Segundo o delegado Alexandre Macorin, responsável pelo caso, não existia qualquer relação pessoal ou vínculo direto entre o policial e Marcos antes do homicídio.
As investigações revelaram que o policial fazia tratamento psiquiátrico e carregava um conflito antigo relacionado a um casal de amigos. Conforme a apuração, Jackson teria associado Marcos ao contexto dessa desavença durante o surto.
Outro ponto esclarecido pela Polícia Civil envolve uma disputa judicial antiga enfrentada pela família Francescon. Informações levantadas durante a investigação mostram que havia um processo envolvendo a construção de um imóvel vizinho, situação que teria causado danos estruturais à residência da família ao longo dos anos.
Para os investigadores, o policial acabou se aproveitando desse cenário já delicado para cometer o crime.
Durante o andamento das investigações, o caso também foi cercado por rumores nas redes sociais. Entre eles, comentários afirmando que Marcos atuaria como agiota. A Polícia Civil descartou completamente essa hipótese e afirmou que nenhuma evidência foi encontrada para sustentar as acusações.
Marcos Rogério Francescon era formado em Contabilidade e trabalhava como programador. Pessoas próximas descrevem a vítima como alguém reservado, discreto e muito ligado à família. Entre os momentos mais presentes na rotina estavam as viagens de trailer e o convívio com a cachorrinha de estimação.
Desde o dia do crime, o caso gerou forte repercussão em Toledo pela forma inesperada como aconteceu e pela participação de um policial civil na ocorrência. A conclusão do inquérito encerra uma das investigações mais comentadas dos últimos meses na região Oeste do Paraná.
O Delegado chefe da 20ª Subdivisão Policial (SDP) de Toledo, Dr. Alexandre Macorin falou sobre o desfecho do caso.